
Mail by Mr. Bernardino Pina 27/03
Response by Mr Roger Van Poyer 28/03
From: Bernardino Pina <oliveirapina@outlook.pt>
Sent: Sunday, March 27, 2022 5:55 PM
To: Roger Van Poyer <roger@vanpoyer.pt>
Boa tarde, Senhor Roger Van Poyer
O espaço ocupado pelo Empreendimento Turístico designado por Vila Senhora da Rocha tem como intervenientes três “Entidades” distintas:
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A Câmara Municipal de Lagoa, como proprietária dos jardins e arruamentos
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Os proprietários das infraestruturas entretanto aí implementadas (piscinas, restaurantes, minimercado, recepção, cortes de ténis, minigolfe, etc.), hoje designado como Villas Marrocha e
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Os proprietários das habitações aí situadas.
A Câmara deveria cuidar dos jardins/relvas e das estradas e caminhos, não o faz. As razões que “então” foram acordadas desconhecem-se e não as vamos aprofundar nesta reflexão.
A empresa Villas Marrocha tem como objetivo final o lucro, cobrando aos utentes os seus espaços e serviços, para além das funções de aluguer das suas habitações e as que lhes são confiadas para o fazer. Desconhecemos os termos e condições do” negócio” que fizeram com o Sr. Pereira , nem nos interessa saber. Se o fizeram, como pessoas experientes que são, foi porque valeu a pena. Porém, não sabemos o que pretendem fazer no futuro e das suas mais valias….mas equacionamos várias na nossa mente…
Os proprietários das casas podem ser divididos em dois subgrupos
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Os que não alugam as suas casas e só querem comodidades e usufruir da praia e, nalguns casos, de alguns equipamentos da Marrocha
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Os que alugam as casa que para além das comodidades e benefícios atras referidos pretendem algum benefício financeiro, alugando-as.
Neste enquadramento, gerir estas motivações/objetivos a contento de todos é uma tarefa difícil conciliar.
Na vigência das anteriores entidades gestoras da Marrocha, foi permanente e crescente o clima de conflitualidade com consequências nefastas para o Empreendimento e para as partes.
A aquisição da Marrocha pelo Senhor Roger Van Poyer, acalentou expetativas entre os proprietários para a melhoria das condições destes espaços e consequentemente com alguns custos para os proprietários.
Pelo que me é dado a perceber por mensagens trocadas entre proprietários, começa a renovar-se alguma conflitualidade e incompreensão que não interessa a ninguém. Já se fala em suspender pagamentos….
No meu caso pessoal só não compreendo as razões de estar a pagar serviços, bens e pessoas ao serviço da Marrocha e muito menos participar em investimentos que acrescentam valor ao património da Marrocha.
Esta é uma matéria que tem que ser bem explicada e fundamentada para ser compreendida.
Com este propósito, continuamos a aguardar a prometida reunião/assembleia que nos referiu que iria promover nos primeiros dias de Março e hoje já são 27.
Com os meus melhores cumprimentos,
Bernardino de Oliveira Pina
Proprietário das Vilas 105 e 73B
Bom dia a todos,
Antes de mais, pedimos desculpas pelo atraso no agendamento da assembleia geral que se deve a novos e extensos problemas com que a administração da Marrocha Lda se tem confrontado, e que estamos a tentar regularizar antes da próxima reunião de proprietários. Estamos tentando planejar agora com certeza antes do final de abril.
Permite-me responder em função do conteúdo da comunicação efectuada pelo Sr Bernardino Pina.
Antes de mais, após tomada de posse da nova gerência, verificou-se que o Empreendimento Turístico “Vila Senhora da Rocha” não existe propriamente dito visto que o Turismo de Portugal não deferiu o pedido e a anteriormente gerência da sociedade Marrocha Lda não contestou nem reclamou do indeferimento. Aliás à data das alterações legislativas que se verificaram em 2014, o empreendimento nem preenche os requisitos e pressupostos para o efeito, visto existirem diversas licenças AL de diferentes proprietários em vigor.
A Câmara Municipal de Lagoa é proprietária do caminho que se situa no empreendimento tal como das infraestruturas (canalização, etc…) do empreendimento, no entanto existe documento nos termos do qual conferiu à sociedade Marrocha Lda a responsabilidade da manutenção dos mesmos.
Relativamente aos jardins, correspondem a parcelas restantes do terreno inicial, que após os destaques dos lotes para construção das edificações existentes, passou a ser propriedade da sociedade Marrocha Lda, liquidadam a sociedade anualmente os respectivos impostos sobre o património.
Relativamente a invocação de lucro, agradeço o seu optimismo, mas infelizmente, a titulo de desabafo, a empresa encontrava-se num estado financeiro pior do que foi apresentado aquando da cessão de quotas e nomeação de nova gerência, confrontamo-nos com equipamentos desactualizados, e em péssimo estado, pondo em risco a saúde e integridade física dos funcionários como dos utentes, pelo que, se me permite, face às injecçoes de dinheiro que fomos obrigados a fazer desde que assumimos a empresa, para fazer face quer aos compromissos para com os funcionários, Estado, Segurança Social, reparações, etc… não me parece que a sociedade apresente lucro tao cedo, sendo para já o nosso único objectivo manter a sociedade sustentável e viver em serenidade com os demais proprietários.
Informo que não tenho nenhum problema em tornar os números públicos tal como documentação para quem quiser fazer verificações, nomeadamente verificar que:
- a dívida da Marrocha ascende a 1.300.000€ (empréstimos a bancos, empréstimos a particulares, dívidas a proprietários, estado e fornecedores),
- após tomarmos posse, verificamos que a documentação contabilística que tinha sido fornecida não transparecia a realidade, tendo-nos confrontados com escrituração de saídas de dinheiro em duplicado , suprimentos ao estado, segurança social... que na realidade não estavam pagos, rendimentos sem faturas, perda de rendimentos, dividas que não estavam assinaladas na contabilidade, etc…
Aliás, este primeiro ano temos estado a nos inteirar de toda a situação contabilística e financeira da empresa, e estamos com receio que praticas antigas possam originam auditorias externas do estado por indícios de fraude.
As despesas efectuadas por Marrocha na reconstrução da aldeia, destinam-se unicamente a prestar um melhor serviço a todos os proprietários, mas os custos são superiores ao previsto inicialmente.= aumento da divida actual
Mau grado toda esta situação, e face a todo o dinheiro investido e por investir, mantemos o foco em melhorar o empreendimento de forma a conseguir melhores rendimentos de alugueres para reduzir lentamente o peso da dívida.
Eu já disse e escrevi isso várias vezes, e não pretendo me repetir. As minhas cartas anteriores foram claras o suficiente, esperamos nós.
É verdade que é impossível agradar a todos, então a minha proposta é simples: democracia. Quando há um problema ou conflito, votamos e a maioria decide. Aqueles que não votam depois ficam de fora das decisões.
Desde o início, cerca de um ano atrás, tentamos acertar tudo: contabilidade aberta; contato permanente com os proprietários, reuniões regulares, fazer todos os reparos necessários, adquirir novos equipamentos necessários, mais proteção, reconhecimento e pagamento de dívidas, etc…
Quem já fez isso antes? Posso perguntar isso?
Eu não entendo por que falam sobre um conflito ou mal-entendido, mas gostaríamos de responder a todas as perguntas e esclarecer quaisquer dúvidas.
Nosso objetivo final é simplesmente tornar nossa vila linda e totalmente restaurada – o que corresponde a uma mais-valia para todos os proprietários. Temos que fazer isso juntos, não tem outro jeito.
Não consigo entender como um proprietário consegue criar problemas por algumas dezenas de euros quando pode experimentar por ele mesmo, conforme já aconteceu e conforme ainda pode acontecer.
Peço que todos compreendam que temos de acautelar todos os moradores e que defender um Interesse próprio pode criar um possível conflito para a grande maioria dos habitantes.
Peço a todos os envolvidos aqui e que tenham problemas ou perguntas que o façam por escrito o mais rápido possível para que possamos responder. Se todos esses assuntos tiverem que ser discutidos em uma assembleia geral, corremos o risco de mal-entendidos e tumultos.
Quero apenas repetir um ponto e isto diz respeito apenas à minha pessoa e à minha família: se não conseguirmos sobreviver financeiramente com as actuais propostas, podemos ser obrigados de pedir a insolvência da sociedade Marrocha Lda.
Ainda posso presumir que você leu minha última carta?
Felizmente também posso escrever que já recebemos muitas reações positivas tanto em nosso trabalho, quanto nas mudanças, nos custos
O que mais posso acrescentar. Eu me coloquei ao ar livre.
O custo previsto é ridiculamente baixo em comparação com o passado e o serviço é 100% melhor.
Estou até indignado que as pessoas se atrevem a questionar esse custo por qualquer motivo (pessoal)!?
Já reduzi os custos em até 2x; Eu concordei em ter o preço antigo aplicado ao primeiro trimestre de 2022
O novo valor que será cobrado a partir do segundo trimestre será, portanto, um aumento de 20% em relação a 8 (oito) anos atrás.
Falando em inflação....
Eu sou realmente o homem estúpido que fez um investimento muito arriscado e difícil. Mas continuo sendo um empresário que não hesitará em tomar a decisão certa quando necessário
Também quero me desculpar pelo meu fraco controle da língua portuguesa. Consigo ler bem e escrever de maneira aceitável, mas a fala terá que esperar um pouco
Finalmente e para concluir, posso garantir que vocês nunca encontrarão uma pessoa mais adequada, honesta e apaixonada do que a atual gerente Sandra Moors. Ela tem trabalhado dia e noite para manter a Marrocha viva e funcionando, com o intuito de fazer deste empreendimento um sucesso para todos.
N.B.: Como esses e-mails são escritos publicamente, tomo a liberdade de publicar perguntas e respostas em nossos proprietários de sites
Mvrgr, Mslts, Mcpts, Brgds, Mfrgr,
Roger Guillaume VAN POYER
(Dr. Applied economic E.U.)
President – CEO
Helear Unipessoal lda (PT) Marrocha lda (PT) Learimo N.V. (BE)